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GASTAR BEM, FAZ BEM!

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Mesmo em pleno século 21 o assunto dinheiro ainda continua sendo um verdadeiro “tabu” para muitos brasileiros. Em família, por exemplo, ainda se conversa muito pouco sobre o assunto. Será desinteresse ou falta de vontade? Acredito que não. O que se vê são decisões e mais decisões que envolvem o consumo desenfreado feito sem nenhum ou quase nenhum planejamento, o famoso comprar parcelado, tomar emprestado a juros exorbitantes, encerrar o mês no vermelho, atrasar a fatura do cartão de crédito, comprar por impulso, etc.

O que muito se houve neste é que estamos em crise, de fato, o País enfrenta uma das suas maiores recessões em 20 anos e, em uma economia como a nossa, onde a inflação alta encarece o preço dos produtos e serviços, é necessário planejamento com uma dose de persistência e vontade para manter as finanças em ordem, porém algo alarmante é o endividamento das famílias brasileiras, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apurou que, em Maio deste ano, que 57,6% das famílias brasileiras estão endividadas, onde o campeão no ranking ainda é o cartão de crédito. As estatísticas refletem a forma que lidamos com o dinheiro, ao invés de fazermos o dinheiro trabalhar para nós através da compra de ativos (investimentos, negócios, etc.), damos um passo para trás e nos tornamos ainda mais escravos de nossos empregos, e do próprio dinheiro a cada vez que contraímos mais dívidas a perder de vista e, quando somos questionados dizemos “está tudo bem, esta parcela cabe no meu orçamento”. Realizar o planejamento financeiro não é uma tarefa complexa e, o resultado de tudo isso no curto, médio e longo prazo é uma das chaves para se construir riqueza. Lá vai algumas dicas para dar os primeiros passos, ainda está em tempo.

  • Entenda qual é sua situação financeira – Organize comprovantes de renda e despesas. Separe as despesas em grupos a seguir: Moradia (agua, luz, telefone, aluguel, dispensa), Transporte (Combustível, manutenção do veículo, Passagem de ônibus), Cuidados Pessoais (Academia, cabelereiro, etc.), Lazer, Saúde, Educação. Análise cada gasto e veja onde estão os excessos, uma boa dica é classificar os gastos em fixos e variáveis para entender se o custo de vida está pesando no orçamento.

 

  • Faça um levantamento das dívidas – Se você já sabe como anda o orçamento é hora de encarar as dívidas, se não possui, parabéns. Comece relacionando e classificando por ordem decrescente as dívidas mais caras. Um exemplo de dívidas caras é o famoso cartão de crédito, cheque especial. Encontre uma brecha no orçamento e se antecipe para renegociar de acordo com suas condições, não deixe a bola de neve explodir.

 

  • Defina seus objetivos – O que deseja alcançar no curto, médio e longo prazo? Talvez seja a hora de alimentar os sonhos. Identifique quanto custa, em quanto tempo pretende comprar e veja se encaixa no orçamento.

 

  • Se comprometa a aumentar sua renda – Isso inclui explorar melhor suas habilidades profissionais, estudar, se aperfeiçoar, empreender.

 

  • Anote tudo e crie uma rotina para monitorar o orçamento – É isso mesmo, anote todos os gastos, desde aquele cafezinho, em um caderninho ou um aplicativo de finanças no celular, monitore as informações 1 vez por semana.

 

  • Crie uma reserva de emergência o quanto antes – Mesmo antes de poupar para aposentadoria, ou para comprar um carro novo, tudo poderá ir por água abaixo se surgir algum imprevisto e você ser pego de surpresa. Meu conselho é, tenha em reserva de emergência de 3 a 6x da sua renda.  Isso inclui o conceito do “pague-se primeiro”, dê prioridade assim como dá para o pagamento de outros gastos.

 

Postado por Filipe Costa