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EDUCAÇÃO FINANCEIRA - MESADA PARA OS FILHOS

MESADA

 

Que a educação financeira é um assunto muito discutido atualmente no Brasil, nós já sabemos, porém, apesar de muito discutido ainda é pouco praticado, vivenciado nas famílias que tomam decisões a todo momento relacionadas a dinheiro, consumo, etc. Estas decisões são em sua maioria, tomadas de forma compulsiva, não há planejamento. Será que nos tornamos meros pagadores de contas?

Você deve estar se perguntando sobre o que isso tem a ver com a mesada dos filhos, ou melhor, com a construção da educação financeira das crianças e adolescentes. Não tem apenas muito a ver e sim tudo a ver, pois, os filhos são ensinados o tempo inteiro pelo exemplo do pais.

Iniciar o processo de educação financeira dos filhos por meio de conversas, mesadas, e práticas cotidianas de crédito e consumo é muito positivo, sem dúvidas, principalmente se for iniciado logo na fase de criança. Mas tudo isso requer alguns cuidados, e reflexões sobre quando iniciar e maneira de se fazer isso.

O primeiro grande cuidado que tanto pai, quanto mãe devem ter, é sobre seus hábitos de consumo que criam influência sobre a formação de consumo do filhos. Quem nunca investiu em imóveis porque ouviu falar que isso é seguro? Ou aplicou dinheiro na caderneta de poupança por pensar que estava fazendo um bom negócio? Ou tomou um empréstimo a juros exorbitantes para poder satisfazer uma compra imediata, ou para pagar os hábitos de consumo? E por ai vai!

A mesada é sim um instrumento de educação financeira muito positivo quando somado aos bons hábitos de consumo passados dos pais para os filhos. Sei que você leitor tem diversas dúvidas sobre quando e como fazer isso, por isso separei algumas dicas:

 

1 – Ensine pelo exemplo

Repensem como vocês na posição de pais estão lidando com as finanças da família, e se estão liderando pelo exemplo.

2 – Estimule os bons hábitos de consumo logo na infância

Vocês não precisam falar de termos técnicos e nem falar quanto ganham e quanto gastam para uma criança de 5 anos, ela não vai te entender, é normal. Para a criança R$5,00 em moedas é uma fortuna, o conceito de riqueza dela é bem inferior ao de um adulto. Vocês podem por exemplo utilizar o velho porquinho para ensinar a criança a poupar parte da moedas para compra um brinquedo que ela queira por exemplo, ao fazer isso estão ensinando a planejar e ter consciência do hábito de poupança.

3 – Não leve seu filho pequeno para o supermercado

A criança fica tentada pela quantidade de itens e embalagens dos produtos, principalmente brinquedos e guloseimas. Colocar na cabeça delas que não cabe aquele gasto no orçamento é complicado nesta fase, caso contrário sua lista de compras planejadas vai por agua abaixo.

4 – Estipule uma mesada para seu filho na adolescência

Na adolescência, seu filho já tem maturidade suficiente para entender que dinheiro é um recurso escasso, por isso é preciso administra-lo com responsabilidade. Nesta fase os gastos com filhos tende a aumentar devido aumento dos gastos com mensalidade escolar, vestuário e lazer. A necessidade do adolescente é se sentir parte do grupo, ser descolado, por isso quer mais liberdade de consumo. Por isso, essa é a fase de se colocar regras e padrões. Estipule um valor de mesada que supra as necessidades dessa fase, dando aos pouco maior autonomia aos filhos sobre seus hábitos de consumo. Caso tenha que restringir o orçamento da mesada por uma fase difícil na família, deixe claro o porquê desse sacrifício.

Se em determinado mês seu filho gastar toda mesada e ainda lhe pedir mais dinheiro, cabe ai o conceito de empréstimo, isso mesmo, prepare-o para saber administrar os recursos com o conceito de “tomou emprestado, terá que pagar”. E ainda mais importante, converse sobre dinheiro, sonhos e principalmente vibrem de alegria a cada conquista realizada mediante esforço de poupança por exemplo.

5 – Oriente seu filho a dividir a mesada em envelopes

Esta é uma prática muito simples, porém, muito poderosa. Ao separar o dinheiro da mesada em envelopes para cada compromisso, como Educação, Lanches na Escola, Lazer, etc. A medida que usar o dinheiro de cada envelope, o seu filho perceberá que a verba irá se esgotar e o deixará em alerta caso exagere nos gastos.

6 – Pratique a Inteligência Financeira

Tenho total convicção que a educação financeira é algo que deve começar desde cedo para nos tornarmos adultos conscientes que um dia replicarão estes ensinamentos para seus filhos e assim por diante. Volto a focar na palavra “exemplo” como principal motivador de aprendizagem do filhos.

Desejo-lhes boa sorte e prosperidade!

 

Postado por Filipe Costa